Semana de tenda beduína e gira de preto-velho / Omulu

Nos últimos tempos, tenho vivido momentos tão profundos que sinto vontade de compartilhar com vocês. Ainda guardo algumas experiências que, por enquanto, prefiro manter em silêncio. Não é segredo… apenas sinto que ainda não chegou o momento certo de expô-las. Algumas histórias pedem um tempo de maturação, pedem que a gente respire, sinta e entenda antes de colocá-las em palavras. E é isso que estou fazendo: parando para sentir, para então seguir com o coração mais seguro e a alma mais preparada.

Por enquanto, quero falar sobre o que vem pela frente, sobre as próximas giras e tendas das quais irei participar, e também sobre como essas energias se manifestam ao longo da semana. É uma parte do meu caminho espiritual que me traz alegria só de pensar.

Neste próximo sábado, por exemplo, teremos a Tenda Beduína. É difícil explicar, mas a energia ali é única… diferente. Ela chega mais quente, mais vibrante, mais viva. É como se o ar se movesse de forma diferente, como se tudo estivesse mais pulsante, convidando-nos a mergulhar de corpo e alma. Há um movimento constante, um chamado que não se pode ignorar.

Já na Umbanda, teremos um momento especial: a homenagem a Omulu e as consultas com nossos queridos pretos-velhos. É impossível não sentir o coração aquecer ao imaginar a presença desses espíritos tão sábios e amorosos. Para mim, eles são como faróis no meio da tempestade — sempre prontos a acalmar, orientar e fortalecer.

E há algo que torna este momento ainda mais especial: como compartilhei em outro post, meu querido vovô espiritual me disse exatamente como queria o rosário dele. Segui suas orientações com todo o carinho do mundo. Neste final de semana, o rosário será finalizado e ele o receberá. Só de pensar, meu coração se enche de alegria e gratidão. É um presente para ele, mas também um presente para mim, porque simboliza a nossa ligação e a confiança que ele deposita em mim.

E não para por aí… Na última gira de preto-velho, outro vovô me aconselhou a comprar um rosário para mim mesma, para que ele pudesse abençoá-lo. É como se o universo estivesse tecendo um fio invisível entre essas histórias, mostrando que cada passo no caminho espiritual está conectado.

Este final de semana promete ser intenso e iluminado. É aquele tipo de encontro que a gente sabe que vai marcar — não só pelo que acontece, mas pelo que sentimos.

Hoje, inclusive, já sinto um chamado especial. Pretendo acender velas para Exu e Pomba-Gira. É um desejo que veio do fundo do coração, quase como um sussurro na alma, e quando esse chamado chega, eu sempre respeito. Mais adiante na semana, quero também acender velas para meus ciganos, e em outro dia, para meu vovô e minha vovó espirituais.

Cada gesto, cada luz acesa, é uma conversa silenciosa com o espiritual. É um momento de entrega, de confiança e de amor.

A mensagem que recebo hoje é clara: leveza e felicidade. É como se o universo dissesse para eu respirar fundo e sentir a calma tomar conta. É tempo de paciência, de refletir antes de agir, de viver o aprendizado com serenidade. É hora de ouvir mais e falar menos.

Que assim seja.
Axé!

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