Depois do convite para entrar na casa, eu ainda tinha pouco tempo e muito a aprender — e confesso, ainda tenho! (risos)
Surgiu então uma oportunidade incrível: um curso mediúnico. Era exatamente o que eu precisava naquele momento — uma chance de me conhecer melhor e me conectar com meus guias. O curso teve quatro dias intensos, cheios de energia, aprendizado e muito Axé!
1º Dia
O primeiro dia foi de apresentação, trocas, vivências e bastante meditação. Pode parecer simples, mas foi o dia que mais me marcou — não porque os outros foram menos importantes, mas porque esse me tocou profundamente.
Na última atividade, fizemos uma meditação guiada. A facilitadora nos pediu para nos acomodarmos, colocou uma música suave e conduziu o momento com instrumentos e palavras calmas.
Silenciar a mente sempre foi um desafio pra mim, mas, nesse dia, consegui alcançar um estado de relaxamento profundo. Me imaginei sob uma árvore, em um campo lindo. Um a um, meus guias começaram a aparecer: meu boiadeiro, dois erês (um menino e uma menina), meu malandro, meu caboclo e minha cabocla, minha pombagira, meu exú… E, por fim, vovó e vovô.
Foi nesse momento que vovó olhou pra mim e disse:
“Saiba que todos nós te amamos.”
Escrevendo isso agora, meus olhos se enchem de lágrimas — assim como naquele momento. Voltei da meditação chorando, aos soluços. Aquilo me atravessou de forma inexplicável.
2º Dia
No segundo dia, fomos surpreendidos com a incorporação dos orixás. Foi a primeira vez que senti com clareza minha ligação com mamãe Yemanjá — e também a primeira vez que Omulu se fez presente.
A presença deles é sempre forte, intensa, transformadora.
3º Dia
Esse dia foi voltado às energias dos caboclos, pretos-velhos, exús e pombagiras. E fui surpreendido por três momentos marcantes:
- Meu boiadeiro se manifestou pela primeira vez. Ainda não tenho uma incorporação firme, por isso a fala é algo difícil… Mas, nesse dia, ele soltou um forte:
“ÊÊÊÊÊÊ BOI!!” - Vovô veio com força, me mostrando seu rosário e como ele gostaria que eu o utilizasse. Foi um momento de proteção e direção.
- Quando senti a energia dos erês, tive dificuldade. Pensei:
“Tenho barba na cara e estou pulando como criança…”
A vergonha me travou. Depois, pedi desculpas e prometi não repetir isso.
Na parte de exú e pombagira, ao me concentrar, vi meu malandro e meu exú se aproximando. De repente, uma mulher rodopiando sua saia passou na frente deles — e toda a energia mudou. Era ela. Minha pombagira.
Ela segurava minha blusa como se fosse sua saia, cheia de confiança.
Disse claramente em minha mente:
“Hoje não tem malandro, nem exú. Hoje sou eu!”
E que força ela tem… Ela é simplesmente incrível.
Espero que essa experiência sirva de lembrança de que somos humanos: erramos, acertamos, caímos e levantamos. E tá tudo bem.
Axé, meus irmãos! ✨


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