Quando fiz meu jogo de búzios, uma das perguntas que fiz — movido pela curiosidade — foi:
“Quem são meu pai e minha mãe de cabeça?”
Mas antes da resposta vir, recebi um ensinamento que ficou marcado no meu coração.
A pessoa que jogava para mim disse algo mais ou menos assim:
“O jogo pode mostrar, eu posso interpretar… mas só você poderá sentir a verdade. Quando for tocar para os Orixás, preste atenção: sinta, ouça, perceba a energia. O que é verdadeiro, seu coração vai saber.”
E antes de revelar o que viu, ela compartilhou a própria história — e resumidamente, contou que durante muito tempo acreditou em uma informação passada a ela só por orgulho de quem jogava, alguém que não quis admitir o erro. Isso serviu como alerta:
Nem tudo que ouvimos deve ser aceito como absoluto. O sentir é soberano.
De acordo com o jogo, sou filho de Yemanjá e Ogum.
E até hoje, no momento em que escrevo esse texto, essa verdade pulsa forte em mim.
Sinto com intensidade a energia de Ogum, apesar de ainda não sentir a incorporação com clareza.
Já com Yemanjá… ah, Yemanjá…
Ela me leva pra Nárnia. 🌊
Minha mãezinha d’água maravilhosa, doce e profunda.
E tem mais: um Orixá que vem se aproximando de forma muito intensa na minha caminhada é Omulu.
Ele tem vindo com força, sabedoria e cura.
Me surpreende cada vez mais.
Sei que posso parecer repetitivo às vezes, mas viver tudo isso que escrevo aqui é bom demais.
Cada experiência tem sido única, transformadora e cheia de axé.
Minha intenção com esses textos e relatos é simples: compartilhar experiências, aprendizados e sabedorias.
E quem sabe, acolher quem está começando e ainda não encontrou apoio — como eu encontrei.
Axé no seu caminho! 🌿
Com fé, com verdade, com coração.


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